domingo, 1 de março de 2015

Transplante de cabeça pode ser possível em dois anos


Um cirurgião italiano tem planos de realizar o transplante de cabeça de uma pessoa viva para o corpo de um doador e afirma que a tecnologia que permitiria tal procedimento estará disponível em apenas dois anos.
Segundo o médico Sergio Canavero, o projeto que reunirá uma equipe de cirurgiões terá início em junho em Maryland, nos Estados Unidos.
Em entrevista à revista "New Scientist", o médico disse que os transplantes de corpo inteiro seriam usados para prolongar a vida de pessoas afetadas por doenças terminais.
Pelo procedimento descrito pelo médico italiano, os cirurgiões iriam resfriar a cabeça do paciente e o corpo do doador, para que suas células não morressem durante a operação. O pescoço seria então cortado, as veias ligadas com tubos bem finos, e a medula espinhal cortada com bisturi bem afiado para minimizar danos aos nervos. A cabeça seria movida e transplantada para o corpo do doador. Para permitir que nervos e medula de um corpo se fundissem a outro, a equipe usaria uma substância chamada glycol polyethyleno. O paciente seria mantido em coma durante semanas, para evitar que se movesse, permitindo a correta ligação. Após sair do coma, Canavero afirma que o paciente seria capaz de falar e mover o rosto, mas considera que seria preciso um ano de fisioterapia para que o paciente voltasse a mover o corpo.
"Não há evidência de que a conectividade de nervos, medula e cérebro poderiam levar ao pleno funcionamento das funções motoras após um transplante de cabeça", afirmou Richard Borgens, diretor do Centro para Pesquisa de Paralisia na Universidade Purdue em Indiana, nos Estados Unidos, à revista "New Scientist".
"As chances deste projeto se realizar são pequenas, pois se trata de um projeto muito grande", afirmou à revista Harry Goldsmith, professor de cirurgia neurológica na Universidade da Califórnia. "Eu não acredito que vá funcionar um dia, há muitos problemas envolvidos nesse procedimento".
Patricia Scripko, uma neurologista no Sistema de Saúde Valley Memorial na Califórnia, também não acredita no sucesso da empreitada, mas admitiu a possibilidade. "Se um transplante de cabeça fosse realizado algum dia, acho que seria um caso isolado. Não creio que vá acontecer porque ninguém acorda e diz 'Estou ficando velho, tenho artrite, talvez eu devesse pegar um corpo que funcione melhor e seja mais bonito'".

Fonte: UOL
Opinião bolivicong: O termo correto não seria transplante de corpo? Porque "transplante de cabeça" supõe a ideia de tirar a cabeça (que não serve mais, como a da Dilma) e colocar outra cabeça em melhores condições. Isso não faz sentido, já que a ideia é colocar um corpo em bom estado numa cabeça que funciona. Ou seja, na minha opinião trataria-se de um transplante de corpo e não de cabeça. 
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