quinta-feira, 16 de abril de 2015

Será que existe vida após a morte após a medicina?



O cirurgião acredita que é Deus e o neurocirurgião tem certeza que é.

É verdade o que dizem por ai, depois de alguns anos numa faculdade de medicina, boa parte do misticismo, do obscuro e do sobrenatural se desfaz como uma nuvem de fumaça que se vai (dizem mesmo isso por ai?!). O que era antes crença, se torna uma teoria com poucos fundamentos e a fé só é válida se você passar a noite estudando. As conquistas passam a ser justificadas pelo mérito e não por Alá, Jesus, Deus, Iansã e etc. Não quero dizer com isso que deixamos de crer em Deus (ou em Alá), mas que a visão torna-se mais objetiva, mais direta e mais palpável (e percutível e auscultável).

A questão em meio a isso tudo é que somos, na medicina, ensinados indiretamente a não crer em outra coisa que não seja a ciência. Diariamente em aulas, em livros, artigos e em tudo o que lemos e temos contado, nos é dado ciência. Tudo com prova, tudo testado, tudo validado ou excluído... tudo... de tal forma que a própria medicina já tentou provar a (in)existência de vida após morte. Desde de pesquisas enviesadas com relato de casos de pacientes que veem a luz no final do túnel, até pesquisas matemáticas tentando mostrar que a alma tem um peso: trata-se de uma pesquisa realizada em 1907 pelo médico americano Duncan MacDougall, de Massachusets, que em um experimento “atípico”, tentou provar a existência de uma alma que desencarnaria no exato momento da morte. A pesquisa consistia em manter o paciente (terminal), enquanto vivo, num leito que media com uma balança o seu peso e, quando este morria, a balança devia (ou não) mostrar que houve uma diminuição do peso total do paciente que acabara de bater com as dez, se a alma existisse mesmo. Segundo o doutor loucão, a alma pesava em média 21 gramas (que deu origem ao nome do interessante filme 21 Gramas). Quando realizada com cachorros, o mesmo experimento mostrou que o peso se mantinha estável. Tentaram reproduzir atualmente e com balanças mais precisas tal experimento, mas as comissões de ética nunca aprovaram a sua realização.

Crendo ou não em alguma entidade sobrenatural ou num poder maior, temos de respeitar as crenças de terceiros e, principalmente, não nos colocarmos acima de tais crenças. Se a alma pesa mesmo 21 gramas ou se era apenas o ultimo suspiro do paciente que "desencarnava" é uma pergunta tão idiota como quem tenta misturar fé com ciência. 

E, para mim, o que fica claro é que ser um profissional cuja ciência deve nortear as suas ações, não lhe deve perder o direito de crer. Porém, suas crenças não devem nortear suas condutas durante a realização de seu trabalho. 

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