segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Fiz o Revalida e passei


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Sim, fiz a prova do revalida de 2012.

Restando, ainda, cerca de dois anos para me formar, resolvi testar meus conhecimentos e realizar, experimentalmente, o Exame Nacional de Revalidação de Diploma de Médico Estrangeiro, o Revalida.

Ouço sempre falarem das dificuldades acerca da prova e, apesar já ter visto várias versões e achado algumas mega complicadas, nunca tinha lido uma prova completa e percebi que nunca tinha visto uma prova do Revalida unificado. As provas as quais tive acesso eram de universidades públicas que realizam a revalidação por conta própria e tem nível de dificuldade acima do normal.

Primeira coisa que fiz foi entrar no site do INEP, órgão federal responsável, dentre outras coisas, pela revalidação unificada do Revalida e baixar as provas (link no final) objetiva e discursiva. Com a prova em mãos, parti para responder a prova com o objetivo de tirar a melhor nota que pudesse.

Comecei com a Prova Objetiva. Dividi em 3 partes, afinal, são 110 questões, algumas bem largas e seria bem cansativo fazer tudo de uma vez só. Mais tarde (já a noite) fiz a prova discursiva que vale 50 pontos em 5 questões, cada uma valendo 10 pontos.

Para passar, é necessário somar, no mínimo, 92 pontos.

Prova Objetiva

Parte 1. De manhã, comecei respondendo da questão 1 até a 44. Iniciei cerca das 10 horas e terminei 12h30. Das 10 primeiras questões, acertei 8, as ultimas questões dessa série eu errei mais da metade. O resultado final de 25 acertos e 19 erros. Devo dizer que as últimas questões não eram tão complicadas assim, mas eu estava com fome e cansado e acabei desconcentrando.

Parte 2. A tarde, cerca de 14h00, fiz mais 44 questões e, dessa vez, fui um pouco melhor. Tirei 32 acertos e errei 12. Me surpreendi com a quantidade de acertos. Devo dizer que, na parte da tarde, meu cérebro funciona muito mais do que na parte da manhã.

Parte 3. A parte 3, com menos questões (22) foi a mais cansativa dessas três. Foi também aonde mais me dei mal. Acertei apenas 7 questões. Foi decepcionante, pois baixei em muito minha média.

Resultado parcialDo total de 110 questões, acertei 64. O resultado final foi bom, principalmente se eu considerar que ainda nem comecei o internato.

Prova Discursiva.

A Prova Discursiva era a que eu mais temia. Ali eu teria de colocar as prescrições com dose, os diagnósticos diferenciais, os exames laboratoriais e de imagem e, em alguns casos, descrever as alterações. E preciso melhorar nesse quesito.

A prova tem 5 questões com cinco casos clínicos (reais). 


A primeira questão foi de uma criança com amigdalite bacteriana. Um mamão com açúcar e soube conduzir bem. Consegui lembrar até dos critérios maiores e menores de Jones (não todos) e da dose da penicilina (sou péssimo nisso). Fui muito bem e acertei toda a questão. 100% de acerto.


A segunda questão era de GO. Não fiz GO ainda, mas acertaria uns 25% da questão. Não fui bem nela.

A terceira questão fui um desastre. Era de pediatria (uma coisa muito básica, mas ainda não fiz pediatria) e praticamente chutei tudo... acertaria uns 15% dessa questão e talvez nem isso.

A quarta fala de pneumonia adquirida na comunidade. Mamão com açúcar também. Acertei mais de 90%.

A quinta fui bem, mas poderia ter ido melhor; falava de lombalgia, mas fiz algumas confusões como suspender o tramadol e só acertei 80%.

O resultado parcial foi de mais de 60% (31 pontos)

Resultado final

Passei. Fiz mais de 92 pontos, somando os 64 pontos da prova objetiva mais 31 pontos da prova discursiva totalizando 95 pontos, suficientes para passar quase no limite.

Vale lembrar que fiz a prova na tranquilidade de casa, sem a pressão do tempo ou a pressão de "ter de passar", dividida em vários momentos diferentes do dia e parando para beber café a cada instante, rs, isso me facilitou a ajudou a melhorar a nota. No dia da prova de verdade, tenho das 8h da manhã até as 13h00 para realizar a prova objetiva e das 15h00 às 18h00 para a discursiva, ou seja, a pressão é bem maior.

Leia também: como é a validação de diploma de médico nos EUA.

Outros dados interessantes: 
  • Haviam 4 questões de epidemiologia, bem básicas, mas que necessitavam de conhecimentos prévios acerca do assunto e de um bom raciocínio e julgamento.
  • Havia 22 questões de ginecologia e obstetrícia o que me complicou, pois ainda não fiz essas matérias e não as domino em nada; porém, algumas muito fáceis de responder.
  • Tinha 20 questões de pediatria e, mesmo ainda não tendo feito pediatria, consegui responder bem mais da metade delas.
  • Tinha pergunta que eu não fazia ideia da resposta, como a 91 objetiva, outras que a resposta era muito fácil, mas fiz confusão.
  • Ter feito enfermagem me ajudou a responder questões de saúde pública; umas 3 ou 4 questões.
  • Boa parte das questões são "respondíveis" apenas por eliminação. É só avaliar bem que conseguimos responder.
Meu diagnóstico: a prova é boa e tem tudo o que um médico precisa saber para trabalhar no Brasil.

LINKS DAS PROVAS:
Vale lembrar que o revalida tem mais uma fase, a chamada "Habilidades Clínicas" que tem alto índice de reprovação e só faz essa fase quem passar nessa primeira que fiz acima, experimentalmente. 



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